quarta-feira, 30 de abril de 2008
Banda Inglesa Grava Novo Disco.
"A banda visitou Brasil, Argentina, Chile e México no início do ano. Depois, Chris (Martin, vocalista) voltou com a idéia de gravar (o novo disco) na Espanha", explica o quarteto.
Influenciados pela viagem, "a música e as letras começaram a refletir uma forte temática hispânica". No blog do grupo, o Coldplay diz que o novo disco teve influência "das vistas, dos sons e dos sabores da América Latina e da Espanha".
"Nem maracas, nem castanholas, mas sim a vitalidade e o colorido da atmosfera de Buenos Aires e de Barcelona. O efeito é sutil, mas importantíssimo", afirmam os integrantes da banda.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Filme de Franquia.
Amy Winehouse pode estar trabalhando sobre a canção-tema do próximo filme da franquia James Bond, mas sua gravadora não quer fazer alarde disso.
Um representante da Island Records confirmou que a cantora premiada com o Grammy tem freqüentado o estúdio com Mark Ronson, produtor de seu segundo álbum, "Back to black".
"Ela vem trabalhando no estúdio, mas a história sobre a canção-tema de James Bond basicamente não passa de especulação", disse ele.
Ronson disse à BBC 6 Music que ele e Winehouse estão fazendo uma faixa para "Quantum of Solace", o próximo filme da franquia 007.
Mas ele afirmou que não há garantia oficial de que a música será de fato incluída no filme, que deve chegar aos cinemas em novembro.
"Isso seria muito bom, mas não há nada a confirmar por enquanto", disse o porta-voz da Island.
O tema do último filme James Bond, "Cassino Royale", de 2006, foi cantado por Chris Cornell, ex-vocalista do Soundgarden.
Público Poderá Escolher Atrações do Skol Beats.
A idéia é que os participantes discutam nomes da cena nacional e internacional, entre outros assuntos, com o objetivo de formatar esta edição do evento, programada para acontecer no dia 27 de setembro. Local, horário, número de palcos ou tendas e estilos musicais serão definidos pelo público.
A eleição dos artistas que se apresentarão no evento será feita pelo site, por celular, ou ainda por urnas espalhadas pela capital paulistana a partir do dia 26 de maio. A primeira etapa será a escolha das atrações internacionais. A organização vai apresentar uma lista contendo 14 nomes, para que o público escolha sete. A segunda etapa é a de atrações nacionais: o público deverá escolher cinco artistas em uma lista de 10 nomes.
No ano passado, o Skol Beats aconteceu em dois dias (4 e 5 de maio) em uma área ao lado do Campo de Marte. O evento reuniu 40 mil pessoas e contou com as participações de Laurent Garnier, Miss Kittin e Afrika Bambaataa, entre outros.
Manuscrito de Jonh Lennon Sera Leiloado em Londres.
Um manuscrito com a letra da música Give Peace a Chance, de John Lennon, será leiloado em Londres no dia 10 de julho.
O papel com a letra foi entregue à escritora e apresentadora Gail Renard pelo próprio John Lennon em 1969.
Renard era uma estudante de apenas 16 anos na época em que Lennon e Yoko Ono estavam fazendo o célebre bed-in, uma sessão de entrevistas para jornalistas do mundo inteiro que os dois deram na cama, durante sua lua-de-mel.
A coleção de objetos inclui fotos que nunca foram exibidas ao público antes e deve ser leiloada pela casa Christie's por 300 mil libras (cerca de R$ 1 milhão).
Renard acabou ficando com o casal o resto da semana e fez amizade com Lennon e Yoko Ono.
Lennon deu a Renard algumas recordações da época, incluindo a letra da música, e afirmou: "Um dia isso vai valer alguma coisa".
O ponto alto do evento foi quando Lennon liderou a gravação da música Give Peace a Chance, cantada por ele e pelos outros 50 convidados que estavam no quarto naquela noite.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Tomate, ex-vocalista do Rapazolla, grava primeiro disco solo
Tomate gravou disco ao vivo em SalvadorCom hits de seu antigo grupo e músicas inéditas, o álbum batizado Tomate Elétrico foi gravado ao vivo em Salvador.
Faixas como Coração, Aqui É O Seu Lugar e I Love You Baby já estão garantidas no lançamento, que ainda não tem data para chegar às lojas.éditas, o álbum batizado Tomate Elétrico foi gravado ao vivo em Salvador.
Faixas como Coração, Aqui É O Seu Lugar e I Love You Baby já estão garantidas no lançamento, que ainda não tem data para chegar às lojas.
domingo, 27 de abril de 2008
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New York Dolls faz festa rock 'n roll em SP
Um dos nomes míticos do punk de Nova York nos anos 70, o New York Dolls promoveu em seu show nesta quinta-feira (10), em São Paulo, um retorno aos primeiros tempos do rock 'n roll. A banda mostrou clássicos, principalmente dos dois primeiros discos "New York Dolls" (1973) e "Too much too soon" (1974), e versões como a de "Piece of my heart" de Janis Jopl
Grupo que retomou o espírito leve e divertido do gênero, numa época em que a seriedade do progressivo era status quo, o New York Dolls conservou até hoje uma postura no palco que influenciou tanta gente, de Sex Pistols a Guns 'N Roses. O vocalista David Johansen, um devoto do estilo Mick Jagger de performance, já não se movimenta tanto à frente do público, mas é ajudado pela empolgação do guitarrista Sylvain Sylvain. Os dois são os únicos membros da formação clássica ainda vivos.
O Hangar 110 recebeu bom público e viu o New York Dolls abrir com "Babylon", um dos grandes momentos de "Too much too soon", o segundo álbum da carreira. Eles tocariam ainda "Trash", "Subway train", "Personality crisis", "Pills", esta última de Bo Diddley. A platéia, que misturou fãs veteranos com uma geração de seguidores mais novos, viu ainda Johansen distribuir flores durante o show - lembrando Morrissey, que faz o mesmo ritual e foi padrinho da própria volta da banda em 2004. E embora fosse uma noite com toda a importância histórica para o punk e gente que se jogava no meio do público, o que mais se viu foram fãs dançando ao som das guitarras do New York Dolls como se estivessem numa festa - exatamente o espírito de volta ao rock 'n roll dos primórdios.
Pai
A conhecer o que acontece
Dentro de mim
Vai toda essa vida, vai
E nada fiz aquilo que te prometi
Disse uma vez que louvaria sim
Em prazer ou mesmo em dias maus
E o que me fez chorar foi perceber
Senhor
Que o meu murmurar foi mais que o
Meu louvor.
Pai misericordia tens
Mesmo sabendo o crente que sou
Me concedes tantos bens
Tomas-me e faz-me diferente ser
Agora junto a Ti quero me refazer.
Pai o que é melhor Tu dás
E mesmo assim tão ansioso
Eu sei que estou
Vai toda essa vida vai
Pedi, pedi e dei tão pouco a Ti
Senhor
Lembro de uma vez que tanto murmurei
Porque me vi sem honras e valor
Mas ao cair em pranto
Eu me lembrei da cruz
Foi lá que meu Jesus
Me deu real valor.
sábado, 26 de abril de 2008
‘Mutantes depois’ é uma atitude de gratidão, diz guitarrista Sérgio Dias

Sem a companhia da colega Zélia Duncan e do irmão Arnaldo Baptista - mas com as participações do norte-americano Devendra Banhart e do baiano Tom Zé no próximo álbum, previsto para sair ainda este ano -, o guitarrista Sérgio Dias apresentou na noite de quinta-feira (24) a primeira música inédita dos Mutantes em mais de 30 anos. “Mutantes depois”, como o nome sugere, fala sobre essa nova fase da lendária banda formada nos anos 60 e que contava com Rita Lee nos vocais.
Com Bia Mendes - antiga backing vocal que acompanha o grupo desde 1991 - e Fábio Recco nos vocais, a banda tocou a nova canção, além de clássicos dos Mutantes – “Uma pessoa só”, “Tecnicolor” e “Baby” - para convidados no Salão Nobre do Teatro Municipal, em São Paulo.
Completam a formação Dinho Leme (bateria), Simone Soul (percussão), Henrique Peters (teclados, flauta doce e vocais), Vitor Trida (teclados, flautas, viola, cello e vocal) e Vinícius Junqueira (baixo). O público poderá conferir as novidades na apresentação da Virada Cultural, neste domingo (27), às 3h, no palco da Avenida São João, no Centro.
Todos os integrantes estavam de preto, e Sérgio Dias, de cartola e óculos escuros, aproveitou para tocar a sua nova guitarra, feita especialmente para o retorno. Repleta de efeitos psicodélicos, ruídos e sons de risadas, “Mutantes depois”, disponível para download na internet, lembra a sonoridade do auge do grupo, com espaço para teclados viajantes, linhas de baixo melódicas inspiradas no rock inglês dos anos 60 e uma atmosfera festiva.
“Oh ma babe aonde você vai / agora que a onda tropical já se foi / você é a semente que o mundo nos deu / você é a semente do mundo”, diz a letra. “Oh ma babe venha para mim / com beijos muito loucos e abraços sem fim / eles disseram que eu enlouqueci / na balada do louco da noite”.
“Essa letra, antes de tudo, é uma tomada de posição nossa”, acrescentou o guitarrista. “Um dia a gente vai passar a tocha pra vocês. Agora vocês que se virem, essa é a nossa encrenca. Nós precisamos de música nova, senão não temos razão de existir. Precisamos fazer algo que acreditamos ser o futuro. Todo esse tesão é o que move a raça humana”.
Sérgio Dias reforçou ainda que, apesar das controvérsias, “as portas estão abertas para Rita Lee e Arnaldo”. “Eu penso que tudo o que pode dar certo dará, é minha lei de Murphy ao contrário. Arnaldo é como esse Teatro Municipal para mim. Quando vi o palco onde minha mãe tocou tantas vezes fiquei emocionado. Minha relação com ele é algo que transcende o motivo pelo qual ele deixou os Mutantes”.
Colocar a música para download gratuito, segundo o músico, “foi uma atitude de gratidão”. “A internet é uma ferramenta maravilhosa. Essa música é um presente, para mostrar para onde estamos indo e qual é o nosso horizonte. Agora, se o disco será lançado dessa forma cabe ao departamento de marketing decidir. Sem o vil metal não temos como comprar instrumentos. Precisamos disso pra viver”.
O Santo Graal

Em meio à celebração dos quarenta anos de lançamento do “Álbum Branco”, um inesperado convidado - com potencial para se tornar aquele indesejável penetra que rouba a festa - mobiliza beatlemaníacos e jornalistas culturais do mundo todo. O enredo da história promete assumir contornos ainda mais folhetinescos caso, nos próximos capítulos, o nome de Yoko Ono esteja mais uma vez associado ao da coadjuvante-vilã da trama. O protagonista não se trata de um qualquer, tampouco um ilustre. São as cerca de nove horas de imagens inéditas que captam opiniões e a intimidade de um dos casais mais polêmicos do século XX.
A sinopse: O ano era 1970. Entre os dias 8 e 11 de fevereiro, poucas semanas antes do bombástico anúncio do fim dos Beatles, Tony Cox (ex-marido de Yoko) e sua câmera integram o rol de seletos em uma das propriedades de Lennon na Inglaterra. Sua tarefa era filmar aquele cotidiano.
A polêmica: O jornal britânico “The Daily Mail” alardeou recentemente a notícia de que as lentes flagram John falando abertamente sobre sua relação com as drogas, fumando maconha e planejando incrementar um chá que seria servido a Richard Nixon com LSD. As cenas são descritas como “íntimas e sem barreiras”. Há também o registro antológico de composições de sucesso tais como “Remember” e “Mind games”. Num outro momento, o músico, então com vinte e nove anos, sentencia sem hesitação o fim da banda. Nada triviais as imagens, é fato.
Para um dos produtores, dada a relevância do conteúdo, o documentário teria para os fãs dos Beatles importância comparável a do Santo Graal. A essa altura você deve estar se perguntando quando poderá assistir a essa preciosidade, mas é aí que reside um porém; tudo dependerá do parecer dado pela corte de um tribunal de Boston onde no próximo dia 30 a ação que ameaça a estréia do filme irá a julgamento.
Contrária ao lançamento do suposto documentário, a viúva de Lennon alega propriedade autoral sobre as vinte e quatro fitas originais e responde ao processo movido pela “World Wide Video”, que afirma ter adquirido a posse do material há oito anos, quando Cox supostamente teria transferido, numa transação de um milhão de dólares, seus direitos comerciais para a distribuidora americana.
Mas que razões teria o ex-marido de Yoko para guardar a sete chaves por trinta anos o raro e valioso conteúdo que tinha em mãos? Mais um elemento para a novela: Cox temia que, ao tornar públicas as imagens, uma possível retaliação do casal pudesse fazê-lo perder a guarda da filha que teve com Yoko, que inclusive aparece no filme. Por esse motivo pai e filha rodaram o mundo anônimos durante as duas últimas décadas.
E a saga continua. Em 2001, logo depois de adquiridas, as fitas foram roubadas por um homem que posteriormente aceitou devolver as cópias e os originais para os executivos da WWV. O documentário deveria ter sido lançado no ano passado sob o título de “3 Days in the life”, mas os advogados de Yoko impugnaram a primeira exibição argumentando que sua cliente havia comprado o material de um homem que se dizia funcionário da empresa.
Antes que se decida a quem pertence o tesouro - se é que pertence a alguém -, outro personagem é apresentado: a vítima.
Nós somos as vítimas; inevitavelmente sairemos prejudicados pela disputa. Caso a justiça interceda a favor da viúva de John Lennon, é provável que nunca se tenha acesso aos registros. Se por outro lado, a razão fica com World Wide Vídeo, sabe-se lá que edição e montagem do material iremos conhecer.
Diante do impasse, resta ponderar, por exemplo, se Yoko tem ou não direito de preservar a privacidade sua e de John Lennon, privando gerações de fãs desse registro tão significativo… ou se a WWV tem ou não direito de manipular e exibir essa privacidade, sobretudo se considerarmos que, infelizmente, o maior afetado não está mais aqui para opinar.

